007 – CASSINO ROYALE




Direção: Martin Campbell.
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade e Paul Haggis, baseado em livro de Ian Fleming.
Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Judi Dench, Caterina Murino, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini.

Para sorte e prazer de muitos cinéfilos fãs de bons filmes de ação e aventura, ao mesmo tempo em que alguns estúdios avacalham algumas de suas principais franquias cinematográficas, outros fazem o movimento contrário e quando menos esperamos, revolucionam seus antigos carros chefes dando guinadas realmente surpreendentes à essas obras. Talvez esse ano, com a realização dessa vigésima primeira aventura do agente mais famoso do mundo, tivemos o maior exemplo disso.
Cassino Royale é na minha opinião, um dos melhores e mais significativos filmes do agente 007 já realizados até hoje. E a isso, devemos reconhecer o trabalho feito pelos produtores do filme, que decidiram modificar toda a estrutura do personagem e da série que perdurava por mais de trinta anos e exatos vinte filmes, aproximando-o do século vinte um, onde outros agentes muito mais crus e realistas como Jason Bourne (Identidade e Supremacia Bourne) e Jack Bauer (série 24 horas) envelheceram a absurda pirotecnia e o exagerado machismo do “velho” Bond, James Bond.
A mudança mais significativa se encontra na escolha do novo protagonista da série. O brucutu Daniel Craig é completamente diferente de todos os outros intérpretes de Bond. Apresentando ao público um agente muito mais cru imaturo e real que qualquer um de seus antecessores, Craig cria um Bond bastante realista, inseguro em alguns momentos e sempre pretencioso, acreditando sempre em uma falsa e arrogante invencibilidade, o que o coloca sempre em mortais perigos e alimenta a insegurança de “M” (Judie Dench), sua chefe, em relação à sua promoção a agente 00.

Em sua primeira missão, Bond tem que enfrentar LeChiffre (Mads Mikkelsen) – um banqueiro financiador de terroristas procurado internacionalmente – em um inusitado jogo de cartas em um luxuoso cassino. Para isso, Bond contará com o financiamento da coroa britânica representada pela linda, geniosa e sensual Vesper Lynd (Eva Green). Mas não se engane com esse pequeno resumo da história e pense que o filme não possui muitas cenas de ação. Muito pelo contrário, já que o filme esbanja adrenalina e testosterona, com cenas de causar vertigens e fazer trincar os dentes.

O ótimo roteiro de Cassino Royale (que também tem as mãos do genial Paul Haggis) inclui ainda pontos interessantíssimos sobre o passado do personagem e sobre a sua relação com as mulheres, humanizando o personagem e justificando muitos dos seus atos nos filmes posteriores. Além disso, o filme coloca realmente o personagem no século XXI, trazendo um excelente e merececido novo fôlego à série.

7 comentários para “007 – CASSINO ROYALE”

  1. Michel disse:

    Muito bom! Nem sou fã do Bond, mas lembro das críticas pela escolha do ator, e se ele fosse o Zagalo diria: vcs vao ter que me engolir. O cara ta bem demais, brucutu mesmo. Muito bom filme. Vi duas vezes :D

  2. Gustavo H.R. disse:

    Concordo com a opinião de Vladimir. Jamais esperaria essa decisão dos produtores da franquia, que sempre me pareceram conservadores, mas aqui eles se mostraram defensores sensatos da sua própria matéria-prima, pois Bond não se manteria relevante por muito tempo na esfera popular-cultural com filmes capengas e ultra dependentes da tecnologia.

  3. Ibertson disse:

    Esse cinema de bosta daqui, ainda tá passando Xuxa gêmeas e Eragon hahahahaha. Faz umas duas semanas que eles estão em cartaz. Estou doido para ver o novo filme do 007. Acho que o Daniel Craig foi uma boa escolha.

  4. Cassino Royale, para mim, foi a grande surpresa do ano que passou. Todo mundo acreditava que seria mais do mesmo e, no entanto, Martin Campbell (provando que amadureceu muito desde Goldeneye), provou o contrário, nos proporcionando um grande espetáculo.

    Aproveito para falar sobre o meu novo blog
    (http://claque-te.blogspot.com) onde eu escreverei sobre filmes que chamaram minha atenção enquanto que o the cave ficará como um panorama global do que está rolando na sétima arte ultimamente. Além disso, há textos meus de 15 em 15 dias no portal Reação Cultural (http://reacaocultural.blgospot.com),
    uma revista virtual da qual participo.

    Abraços do crítico da caverna.

  5. Vladimir disse:

    Sem falar na maravilhosa musica do Chris Cornell que abre o filme. Foda-se Madonna!!!

  6. Fábio disse:

    Um filme com cuhones. hehehehe Bond está realmente admirável (em todos os sentidos). O cara fodão qu eu sempre queis ser. huauhahuauha

  7. Oh Dae Su disse:

    Meu caro Vladimir, não tem como não colocar seu espaço entre meus favoritos depois de ler resenhas com tão boa qualidade. Diretas e precisas, como o excelente Bond de Daniel Craig e Martin Campbell. Abraços!!!