
Direção: Edward Zwick.
Roteiro: Charles Levitt.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Connelly, Djimon Hounson, Kagiso Kuypers, Arnold Vosloo.
Não é de impressionar que nos dias de hoje, com tanta escassez de boas histórias fictícias para se contar, filmes com temáticas ativistas polêmicas passem a gerar mais uma importante tendência Hollywoodiana. Temáticas que eram vistas apenas em filmes estrangeiros ou independentes considerados “marginais”, passam a ser preferidas e disputadas entre poderosos estúdios, famosos diretores e grandes astros (Nic Cage, George Clooney, Matt Damon, Brad Pitt e agora Leonardo DiCaprio). Os filmes que tocavam em temas considerados tabus na terra do “Tio Sam” vêm cada vez mais sendo explorados pela grande indústria cinematográfica norte-americana, o que acabam, sem dúvida alguma, levando a uma manipulação da informação a partir dos interesses de quem conta à história e conseqüentemente levam também a um esvaziamento da própria polêmica do tema que é colocado em segundo plano perante cenas de ação forçadas e romances mal colocados. “Diamante de Sangue” seria então, um perfeito exemplo disso tudo que acabei de falar.
O filme conta à história de Solomon Vandy (Djimon Hounson), a partir do momento em que ocorre o violento ataque de um grupo revolucionário em sua aldeia, o que leva ao seqüestro de seu filho e sua prisão para trabalhar em minas de diamantes clandestinas que fornecem o capital para a manutenção do aparelho guerrilheiro. Solomon então, arrisca sua vida quando encontra um raro diamante e vê nele a chance de reaver seu filho e o restante da sua desaparecida família. É aí que ele encontra o ambicioso Danny Archer (DiCaprio), um africano de passado obscuro, que vive do tráfico dos chamados diamantes de sangue (diamantes garimpados através do trabalho escravo e em zonas de conflito que geralmente sustentam as guerras nesses países) e que tenta de todas as formas conseguir o diamante de Salomon para vendê-lo e abandonar o sofrido continente africano. O único peso na consciência de Archer se encontra na figura da repórter norte-americana Maddy Bowen (Jennifer Connelly).
Luta, redenção, arrependimento, amor, indignação e medo são sensações bastante presentes em “Diamante de Sangue”, mas que são minimizadas e até ofuscadas por situações novelescas cheias de clichês e um final bastante previsível. Não estraga completamente o filme, mas é o suficiente para torná-lo dispensável.
Meu amigo Vladimir, juro pra vc que tive exatamente a mesma sensação que vc ao ver esse filme. Filmes como Siriana, O Sr. das Armas e esse Diamante de Sangue vem infestando o cinema ultimamente. Logicamente que eu bato palmas de pé pela aparente liberdade de expressão que os grandes executivos holywoodianos vem dando aos produtores, roteiristas e diretores por trás de filmes como esses. Mas logicamente que não podemos comparar esses filmes que citei a esse diamante de sangue, já que ele nao possui nada que tornou Siriana (a seriedade e contundência) e Sr. das Armas (a ironia e verdade crua) filmes de tão alto nível. E como vc disse, não importa se a temática é interessante se os personagens que dela participam são construídos em cima de clichês que ninguém aguenta mais ver. Um grande abraço!!!
Eu acredito que se Diamante de Sangue tivesse sido dirigido por um Win Wenders ou um Costa-Gavras e fosse realizado da maneira como foi, teria me decepcionado. Mas, a verdade, é que não esperava denúncia por saber que o diretor Edward Zwick faz parte da classe cinema-espetáculo e não filme denúncia. Portanto, não esperava muito além de umfilme de ação (que é marca registrada do diretor).
(http://claque-te.blogspot.com): Babel, de Alejandro González Iñárritu.
Abraços do crítico da caverna.
Filme de ação muito meia boca diga-se de passagem. Tb não esperava muita coisa do filme não.
Ah, e se tem uma coisa realmente boa nesse filme, sem duvida é a Jennifer Connely. Meu Deus como essa mulher é linda!!!
E aí Vladimir, passei para avisar que reativei o blog depois de um tempão parado. Só alterei o nome dele de Tarantino para “Café Pequeno” abarço!
aleu Felipe, agora quem tá dando um tempo sou eu. Tava precisando de uns dias de descanso, mas logo logo to de volta a ativa aqui no NTSA. Abração!!!