
Dos 5 filmes, impressionantemente (pelo menos para mim, que sou fã dos trabalhos anteriores do diretor mexicano), esse foi o que gostei menos. O intricado quebra cabeças multi-lingüístico e cultural que é “Babel”, até que possui um ótimo elenco, uma boa história, e claro, um excelente diretor. Mesmo assim ainda passa a sensação de que falta alguma coisa e que tudo poderia ser muito melhor. Ou será que o já conhecido estilo do diretor Alejandro González Iñárritu, já não surpreende mais? Acredito que existiam filmes bem melhores que esse, como o próprio “Vôo United 93”, lembrado na categoria Direção e esquecido na categoria Filme.

Surpreendente filme do grande Stephen Frears sobre os tensos momentos posteriores à trágica morte de Diana, ex-princesa de Gales. Frears conta com leveza e sem preconceitos o estardalhaço causado pela mídia após o acontecido, o que levou a um forte questionamento da população inglesa sobre próprio sentido de manutenção do secular sistema monárquico britânico nos dias de hoje. Uma tensão que uniu a Rainha Elizabeth com o primeiro ministro britânico recém eleito, Tony Blair. “A Rainha” é uma desapegada mostra do choque de tradição e modernidade em um dos sistemas políticos mais antigos e respeitados do mundo. Excelentes atuações e uma ótima direção são os maiores atrativos desse filme.

Sem dúvida umas das maiores surpresas do ano. A academia parece que vem, desde que indicou o ótimo “Sideways”, reservando uma vaguinha entre os principais indicados para um filme independente. Se acertaram no filme estrelado por Paul Giamatti, aqui eles foram ainda mais felizes. “Little Miss Sunshine” é sem sombra de dúvida um dos melhores filmes feitos no ultimo ano. Em uma história com trejeitos de simples, encontramos uma cativante e perfeita representação das diferenças no mundo capitalista (leia individualista, competitivo e excludente) pós-moderno estampada nos ótimos personagens. O filme também nos dá de presente a linda e talentosa Abigail Breslin, além de colocar o ótimo comediante Steven Carrel, no mesmo hall de Tom Hanks, e principalmente, Jim Carrey e Paul Giamatti (comediantes que mostram ter muito mais atrativos artísticos do que aparentam).

Se tem um diretor que, na minha opinião, pode estragar esse ano, e na segunda vez consecutiva, a oportunidade do Mestre Scorcese levar a sua tão merecida estatueta do Oscar, é esse genial Clint Eastwood. De ator de westerns e filmes de ação, Mr Eastwood se tornou simplesmente um dos maiores diretores de Hollywood. Se até hoje não concordo com sua vitória em “Menina de Ouro”, dessa vez aceitaria e bateria palmas caso ele levasse o prêmio máximo com esse seu maravilhoso filme sobre o ponto de vista japonês do maior conflito armado já visto nesse planeta. Sensibilidade e ausência de maniqueísmos, fazem de “Cartas de Iwo Jima” o melhor filme do implacável “Dirty Harry” e um dos melhores filmes do gênero já realizados até hoje.
Escorcese, comandando um magnífico elenco encabeçado pelo genial e insano Jack Nicholson, em uma trama que é a sua maior especialidade, não poderia dar em outra coisa. “Os Infiltrados” mostra sem dó e piedade porque o baixinho descendente de italianos é “o cara” quando se trata de filmes com temáticas violentas urbanas entre facções opostas, aqui representadas pela Máfia e Polícia de Boston. Um magnífico labirinto de espionagem e contra espionagem. Para ler a critica do filme no NTSA, é só clicar aqui .
Além de “Vôo United 93” de Paul Greengrass não ter sido indicado, outros filmes que na minha opinião foram esquecidos e que poderiam estar nessa lista, inclusive substituindo alguns dos filmes presentes, são, o excelente “Pecados Íntimos” (o chute nos testículos na absurda hipocrisia humana, em especial a presente nos E.U.A.) e o magnífico “Filhos da Esperança”, o qual pretendo comentar aqui em outra ocasião.
Olha só quem voltou!!! Maravilhas!!! hehehehe
Cara, até que enfim hein? Não vi o filme do Clint Eastwood, mas amei o Miss Sunshine. Dos que vi, sem duvida que o do nosso querido Scorcese era o melhor.
Abração!!!
Vladimir, também achei um absurdo Vôo 93 e Filhos da Esperança ficarem de fora do Oscar. Outro que merecia ser indicado em algumas categorias é The Good German, de Steven Soderbergh (eu vi o trailer e a fotografia e a direção de arte são belíssimas). Enfim, titio Scorcese finalmente faturou a dele. Para mim, era ele ou o clint (o único problema é que Cartas de Iwo Jima é falado em Japonês e academia americana… sabe como é!).
(http://claque-te.blogspot.com): Pecados Íntimos, de Todd Field.
Eita meu amor, até q enfim vc voltou!E, claro, voltou bem!Muito legal esses breves comentários dos filmes!Sem dúvida, os infiltrados é magnífico,mas tb adorei “Little Miss Sunshine”.É esse tipo de comédia q eu gosto, bem inteligente!
Até que enfim gostou de uma comédia hein meu amor? rsrrsrsrsrs Só por isso Miss Sunshine levou Melhor Roteiro. Ô mulher exigente. kkkkkk
Saudações, Vladimir!
Ainda não tive o prazer de conferir nenhum dos indicados, mas só o fato de terem nomeado filmes nem tão convencionais, como de “gênero” à la OS INFILTRADOS, em língua estrangeira como CARTAS, comédias independentes como PEQUENA MISS etc. já desanuvia aquela idéia costumeira de que a Academia sempre se fecha sobre si mesma.
Cumps.
É mesmo Gustavo, pelo menos nesse sentido as coisas felizmente estão acontecendo. Vamos torcer para que continue assim.
Pois é, eu sou demais mesmo!Tá vendo aí,como eu só gosto de coisas boas, diferente dessas comédias “água com açúcar” q vc gosta!rs
Mas eu não gosto das agua com açucar meu amor, eu gosto é das pastelãs mesmo. rs
To preparando a do Motoqueiro Fantasma aqui para detonarmos. kkkkk
Beijão!!!
Bah! eu achei Infiltrados muito ruim, nada me lembrava Scorsese, e até agora me pergunto como o prêmio foi para ele. Coisas da acadêmia…
abraço!
Ta ai uma afirmação que eu não esperava, “Os Infiltrados não lembra nada Scorcese”. POis eu acho exatamente o contrário, pra mim esse é o filme mais Scorcese desde o excelente Cassino. Mais Scorcese impossível. Afinal de contas, máfia e violência urbana são as maiores especialidades do baixinho. Abração Felipe!
Filhos da Esperança… triste, horrendo! Só existe uma crítica plausível a ele, BLÁÁH!
que conversa é essa César? um filmaço daqueles?!?!?!?!