Arquivo da Categoria ‘BOMBA!!!’

PREMONIÇÃO 3
(FINAL DESTINATION 3)

sexta-feira, 18 de agosto de 2006






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Diretor: James Wong.
Roteiro: Glen Morgan e James Wong.
Elenco: Mary Elizabeth Winstead, Ryan Merriman, Kris Lemche, Alexz Johnson. Sam Easton, Jesse Moss.

Premonição 3 não é nada mais do que uma espécie de Malhação com muitas mortes, bem ao estilo “Coiote caçando o Papa Léguas” dos desenhos animados Looney Tunes. É também, uma completa e descarada repetição dos dois filmes anteriores, contando apenas com um acidente diferente (aqui a desgraça acontece, ou quase acontece, em uma montanha russa apavorante de um parque de diversões) e novas vítimas, que desempenham papéis idênticos aos dos filmes anteriores: a mocinha que tem as premonições que inicialmente todos acham-na louca, desacreditando-a, mas que passam a acreditar quando todos que escaparam do acidente começam a encomendar o paletó de madeira nas formas mais estranhas e violentas possíveis; as patricinhas imbecis, o fortão burrão da escola; os esquisitos, que sempre estão presentes;e o carinha que acredita de cara na mocinha e passa a ajudá-la em sua difícil e ingrata missão de enganar a própria morte.
Péssimo elenco. Péssimo roteiro. Péssima direção. Péssimo filme!
MANTENHA DISTÃNCIA!!!

POSSEIDON

terça-feira, 11 de julho de 2006






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Direção: Wolfgang Petersen.
Roteiro: Paul Attanasio, Akiva Goldsman e Mark Protosevich.
Elenco: Josh Lucas, Kurt Russell, Jacinda Barrett, Richard Dreyfuss, Jimmy Bennett, Emmy Rossum, Kevin Dillon.

Um filme com um super orçamento (140 milhões de dólares) sobre um enorme navio que afunda no meio do oceano matando centenas de pessoas, utilizando efeitos visuais de última geração, com cenas fortes e cheias de adrenalina e personagens retiradas diretamente da “enciclopédia cinematográfica de clichês para filmes descerebrados norte-americanos”, como tentativa de esconder a mediocridade do roteiro (e passando muito, mas muito longe de conseguir), não é novidade desde que um certo James Cameron encheu os bolsos de dinheiro e a estante de prêmios no início da década de 90.
Posseidon é um grandioso e luxuosíssimo navio, que na noite de reveillon, é vítima da força destruidora de uma grande tsunami, que o vira de cabeça para baixo e força os sobreviventes do desastre a uma desesperadora e perigosa luta pela sobrevivência.
Wolfgang Peterson (Tróia e Mar em Fúria), realiza o remake do filme o “Destino do Posseidon”, mudando a característica do filme, que passa de “filme catástrofe de suspense” para “filme de ação com super herói sabe tudo, que apesar de todas as absurdas dificuldades enfrentadas salvará um punhado de pessoas, inclusive a “surpreendente” única criança da história, no final”. Mas se Peterson erra em alterar o clima da obra original, acerta na dose de realismo colocada no acidente. É inimaginável em um acidente dessa magnitude, a presença de corpos em toda a extensão do navio. E nesse quesito, o diretor não poupa o espectador em nenhum momento, mostrando sempre a gravidade da situação através do número de vítimas encontradas pelos personagens principais.
No mais, é só ficar aguardando a morte dos personagens menos importantes e rir do plano mirabolante de fuga dos sobreviventes (alguém duvida que dá certo?). Posseidon é mais um daqueles “pipocões” que até chegam a divertir (os efeitos especiais são ótimos) durante a exibição, mas infelizmente, nunca passa disso.

PS: O sistema de comentários do NTSA teve que ser alterado devido à invasão de spams, portanto, quem quiser deixar sua mensagem, tem agora que colocar o endereço do Blog no espaço destinado. Forma correta de colocar o endereço: http://ntsa.interativo.org.

HORROR EM AMITYVILLE
(THE AMITYVILLE HORROR)

quarta-feira, 21 de junho de 2006






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Direção: Andrew Douglas.

Roteiro: Scott Kosar, baseado em roteiro de Sandor Stern.
Elenco: Ryan Reynolds, Melissa George, Jesse James, Jimmy Bennett, Chloe Moretz, Philip Baker Hall.

O produtor/diretor Michael Bay realmente parece possuir uma espécie de “toque de merdas”, já que é nisso que ele transforma tudo o que põe as mãos. Infelizmente esse toque afeta apenas o conteúdo das obras, pois suas porcarias geram milhões e milhões em dinheiro (principalmente devido ao descerebrado público norte americano) para os cofres dos estúdios que os patrocinam, o que obviamente manterá a sua carreira (para o meu desgosto) ainda por muito tempo.
Produzido por ele e dirigido pelo fraquíssimo diretor Andrew Jackson, o remake de “Horror em Amityville” é mais um projeto de sua produtora especializada em refilmagens de filmes de horror (além desse, Bay produziu a nova versão do Massacre da Serra Elétrica). Michael Bay disputa esse lucrativo mercado com Sam Raimi, dono de outra produtora, com o mesmo público alvo e responsável por outras porcarias (sem dúvida, a maior trata-se da Bomba, “O Pesadelo”).
Nessa adaptação do clássico livro de Jay Anson sobre uma família perturbada por espíritos que assombram uma misteriosa casa, temos o ator Ryan Reynolds, como George, o chefe da família Lutz, que sofre uma terrível transformação devido a influências nefastas da famosa casa, passando de um carinhoso marido e padrasto, a louco homicida. Nessa versão, os produtores optaram pelos sustos fáceis em situações clichês, em uma trama boba e batida de espíritos de pessoas mortas violentamente por uma entidade maligna que também se encontra presente na casa, se juntam para atormentar e fazer mal para todos que nela tentem viver.
O filme tem cenas dignas das novelas das 19h da rede globo, onde Reynolds aparece durante quase todo o filme com o peito despido, mostrando seus músculos, bem ao estilo Marcos Pasquim e Humberto Martins. Mas o mais interessante, com certeza é o roteiro, que insiste na história da família feliz que se muda para uma estranha casa, começa a ser atormentada e só se salva quando um dos envolvidos vai em busca de respostas (ou com um padre, ou simplesmente na hemeroteca da biblioteca municipal), resolve o mistério e foge da casa antes que alguém, além do miserável de algum animal, se lasque. Se você não viu essa mesma história, com sutis diferenças, em centenas de outros filmes e logicamente não se incomodar com isso, então talvez, você até goste desse. Com certeza, é muito mais fácil deixar todo o fantástico terror psicológico encontrado no livro de Anson e partir para o susto fácil e a história batida, mas com respostas (não importando o quão boba ela é).
A influência do cinema de terror oriental também está presente no filme. Primeiramente em relação ao final cheio de respostas e em segundo lugar, o fantasma de uma certa garotinha de cabelos compridos… Resumindo? Mais uma grande bobagem!

A FEITICEIRA
(BEWITCHED)

quinta-feira, 11 de maio de 2006




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Direção: Nora Ephron.
Roteiro: Nora Ephron.
Elenco: Nicole Kidman, Will Ferrell, Shirley MacLaine, Michael Caine, Jason Schwartzman, Kristin Chenoweth, Heather Burns.

È inegável o peso de nomes como o de Nicole Kidman e Will Ferrel, principalmente estando os dois juntos. Kidman é com certeza uma das melhores atrizes da atualidade, enquanto Ferrel é, sem dúvida, um dos melhores comediantes. Nesse caso o peso foi tão grande que quebrou.
Infelizmente, “A Feiticeira” versão século XXI se encaixa com perfeição no grande grupo de remakes descartáveis que a indústria cinematográfica americana vem nos empurrando goela abaixo nessa última década.
Nicole Kidman, apesar de seu admirável currículo, ainda comete algumas asneiras em sua carreira, aceitando participar de bobagens como “Reencarnação”, “Mulheres Perfeitas”, entre outros. Enquanto Ferrel, por ainda estar se firmando, parece aceitar participar de qualquer projeto que lhe dê um bom dinheiro (e graças a ele, alguns são salvos do desastre total, inclusive esse “A Feiticeira”).

No filme, Ferrel é Jack Wyatt, um ator charlatão que tem como grande oportunidade de salvar sua carreira, ser o protagonista de uma reformulação de um famoso seriado de TV dos anos 60. O seriado é obviamente “A Feiticeira”, e é justamente quando está escolhendo uma atriz para interpretar a bruxa Samantha, que ele encontra Isabel (Kidman), uma bruxa de verdade que deseja abandonar a magia e viver como mortal no mundo real. Tudo seguia perfeito, até Isabel apaixonar-se por Jack, se meter em várias confusões devido à utilização de seus poderes e seu personagem fazer mais sucesso que o do egocêntrico ator.
Nessa nova versão, o filme não é apenas um remake da série dos anos 60, é sim a história de uma equipe que decide reviver uma famosa e nostálgica série, em um mundo onde a magia realmente existe, transformando assim a fantasia em realidade, ou vice e versa. O roteiro peca em insistir em seguir os muitos clichês das comédias românticas, onde o casal se apaixona mesmo com as diferenças, se separa quando um sério segredo é revelado e se une definitivamente no final do filme, quando vem o perdão. Escapa de um desastre total, pois se sustenta no carisma de Nicole Kidman e Michael Caine e em algumas situações engraçadas proporcionadas por Will Ferrel (o cara realmente é engraçado).
Em suma, “A Feiticeira” é um filme bem bobinho, mas que pode ser visto na companhia da(o) namorada(o), caso ela(e) não seja muito exigente, claro.

O NOVO MUNDO
(THE NEW WORLD)

domingo, 7 de maio de 2006




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Direção: Terrence Malick.
Roteiro: Terrence Malick.
Elenco: Colin Farrell, Christian Bale, Christopher Plummer, Ben Chaplin, Jonathan Pryce, David Thewlis, Q’Orianka Kilcher.

Na América (atual território norte americano), no ano de 1606, um grupo de degradados ingleses chega ao novo mundo “descoberto” por Cristóvão Colombo, com o intuito de colonizá-lo. Depois de passar por diversas desventuras ocasionadas principalmente pela fome e falta de ordem, o Capitão John Smith parte em busca do auxílio “indígena” para garantir a sobrevivência do seu grupo. O contato leva ao esperado choque cultural entre o “homem europeu civilizado” e o “nativo selvagem” e uma inesperada paixão ocorre entre Smith (Colin Farrel) e a filha do chefe da tribo, Pocahontas (a fraquinha Q’Orianka Kilcher).

Confesso que guardei ótimas expectativas em relação a esse “Novo Mundo” de Terrence Malick. Seria pelo menos interessante ver o ponto de vista crítico do diretor em relação à colonização da América. Uma espécie de “Além da Pele Vermelha” (que trocadilho, hein?) passado no século XVII no sangrento e exterminador conflito entre os nativos americanos e os colonizadores ingleses. Mas infelizmente o que pode-se constatar após o fim da exibição do longa, foi que Malick acertou um verdadeiro tiro no pé, e transformou sua visão da história de Pocahontas e John Smith (a mesma já explorada pela Disney) e os conflitos entre as duas raças em uma trama pseudo-existencialista onde aparentemente ninguém sabe quem é quem, mas assumem muito bem seus respectivos papéis dentro de suas diferentes sociedades. Malick também erra feio ao apresentar os primeiros contatos entre os colonos europeus e os nativos americanos sob o preconceituoso ponto de vista eurocêntrico, onde os nativos são os primeiros a atacar e por isso recebem a violenta resposta dos colonos brancos, que não queriam nada mais do que ocupar a terra, extrair dela o que pudessem e explorar todos os seus reais donos em trocas absurdas, como por exemplo, escravos por panelas ou outras bugigangas quaisquer trazidas do velho mundo, o que fomentava ainda mais os conflitos entre as tribos que já ocupavam a terra. O interessante, é que em determinado momento do filme, esses mesmos habitantes, são descritos pelo personagem de Colin Farrel como “um exemplo de paz e prosperidade, uma utopia”, para pouco depois mostrar um violento ataque dos mesmos aos colonos, por não aceitá-los em suas terras, mesmo que estes estivessem morrendo de fome e não causassem nenhum problema aos nativos.

A fotografia do filme é belíssima (o filme foi inteiramente rodado sob luz natural), e é uma das únicas qualidades da obra. A trilha sonora, composta antes do filme ser realizado não é essas coisas, já as atuações parecem extremamente preguiçosas, como se os atores na realidade não quisessem estar ali. Tão preguiçosas quanto o ritmo do filme, que é de uma monotonia quase insuportável. O filme é lento, parece não ter fim, com certeza poderia ter sido reduzido em pelo menos uma hora sem o prejudicar em nada.
Colin Farrel realmente não parece ter sorte, já que vem trabalhando com grandes diretores, mas participando de seus piores filmes (Alexandre, por exemplo), obras pretensiosas, mas mal realizadas.
“Novo Mundo” não passa de um filme extremamente chato e moroso, onde seu enredo não acrescenta nada a atual discussão em relação ao início da colonização das Américas, já que reproduz uma teoria batida e preconceituosa, mas que serve para provar o quão forte ela ainda é nos países considerados “desenvolvidos”.