Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


21/1/2007

A MISSA DA MEIA NOITE
(MIDNIGHT MASS)





Direção: Tony Mandile.
Roteiro: Tony Mandile, F. Paul Wilson.
Elenco: Douglas Gibson, Pamela Karp, Marvin W. Schwartz, Julia Cornish, Dave Dwyer, Mariana Matthews.

Adaptação de um livro do grande autor norte-americano F. Paul Wilson (O Fortim, Renascido, Represália, Kuroikase), onde os vampiros dominam o mundo e escravizam os poucos mortais restantes. Algumas pessoas, buscando a imortalidade auxiliam os vampiros, tornando-se seus escravos. Já outros abominam os sanguessugas e lutam contra eles. Os vampiros de Wilson seguem a linha dos vampiros criados por Bram Stocker, tementes a cruz cristã e morrendo com estacas enfiadas no coração. Os vampiros são essencialmente maléficos, completamente contrários aos complexos vampiros criados pela escritora Anne Rice em suas maravilhosas crônicas vampirescas.
Infelizmente a produção é uma verdadeira porcaria e o filme parece ter sido feito, literalmente, nas coxas (acredito no seguinte, se não tem dinheiro pra fazer valer a pena, melhor então que nem faça). Nada se aproveita. O elenco é terrivelmente constrangedor, com atuações que pulam completamente o precipício do ridículo, efeitos especiais piores do que os dos antigos programas do “Chaves” e “Chapolim”, maquiagem digna dos momentos menos inspirados da telessérie “Power Rangers” e um roteiro tão mal escrito que parece ter sido feito, em conjunto, por roteiristas dos filmes do Renato Aragão e da Xuxa.
Vale ressaltar, que o próprio F. Paul Wilson participou diretamente da realização dessa pequena pérola. Além de assinar com o infame Tony Mandile o rizível roteiro, ainda faz uma pequena ponta no filme, logo em seu início, como um estudioso sendo entrevistado em um canal de tv sobre a infestação de vampiros no planeta.
Não recomendo esse filme nem para os vários fãs do autor, mesmo sabendo que, como eu, assim que souberem da existência dele, farão o possível para assisti-lo.

Arquivado em: — Vladimir @ 12:24 pm

15/7/2006

SUPERMAN II
A AVENTURA CONTINUA





Direção: Richard Lester.
Roteiro: Mario Puzo, David Newman e Leslie Newman.
Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Ned Beatty, Jackie Cooper, Margot Kidder, Valerie Perrine, Terence Stamp, Sarah Douglas, E.G. Marshall.

A idéia inicial consistia em filmar os dois primeiros filmes da série juntos, como Peter Jackson fez na trilogia “O Senhor dos Anéis”. Problemas com a produção acabaram afastando Richard Donner da direção e colocando Richard Lester em seu lugar. Apesar de perder um pouco da profundidade nessa segunda parte, os produtores não mudaram quase nada e seguiram o que já estava previsto, inclusive aproveitando a maioria das cenas já realizadas por Donner. E é exatamente por isso, que essa continuação perece muito mais com um segundo ato de uma obra maior, do que um outro filme.
Logo no início do primeiro filme, quando éramos apresentados a Jor El (Marlon Brando), acompanhamos o julgamento de três Kryptonianos, liderados pelo temível General Zod (Terence Stamp sensacional, com sua maravilhosa frase: “Ajoelhe-se perante ZOD!”), condenados pelo Conselho de Anciãos de Krypton, por tentarem realizar uma revolução no planeta, a passar a eternidade em um terrível local chamado “Zona Fantasma”. Jor El, decisivo em suas condenações é então, ameaçado de vingança por Zod. Muitos anos se passam e ao salvar mais uma vez o mundo de uma catástrofe nuclear e atirar o devastador artefato no espaço, Superman, sem querer, acaba libertando os kryptonianos de sua prisão. Chegando à Terra, os três iniciam uma grande destruição e tentativa de dominar o mundo sob ordem do General Zod e a ajuda, bem pequena diga-se de passagem, de Lex Luthor (Hackman), que nessa continuação torna-se definitivamente, e infelizmente, o personagem cômico do filme, distanciando-se ainda mais do arquiinimigo do Homem de Aço, tão perigoso nos quadrinhos.




Em Superman II, vemos ainda um grande aprofundamento da relação entre Clark (Reeve ainda mais confortável no papel) e Lois (Kidder) e seu dilema em continuar como herói ou abdicar de seus poderes e tornar-se uma pessoa “comum”, podendo assim viver tranqüilo ao lado de sua escolhida. Já Zod assume aqui o papel de grande vilão da história, já que possui os mesmos poderes do Super e ainda descobre que o mesmo é Kal El, filho de seu odiado algoz. Poderia então, Zod aproveitar-se das dúvidas do Superman para assim derrotá-lo e humilhá-lo, vingando-se assim, de Jor El.
Apesar de não possuir a carga dramática que o primeiro possui, essa continuação aposta nas cenas de ação para segurar o filme. E acerta em cheio ao mostrar um herói com poderes mais limitados, com combatentes a sua altura e que juntos poderiam até chegar a derrotá-lo, necessitando o herói, utilizar artifícios paralelos à sua força bruta. Cenas impressionantes, como a invasão da Casa Branca (quase idêntica à cena da invasão de Noturno em X-Men 2) e a grandiosa luta no centro de Metrópolis.
Mesmo sendo latente a ausência de Richard Donner, os responsáveis conseguiram segurar as pontas, mantendo todo o ufanismo (o filme termina com Superman colocando de volta a bandeira dos Estados Unidos na cúpula da Casa Branca e prometendo nunca mais abandonar o seu povo) a ingenuidade e inocência de seu antecessor, fazendo mais um filme memorável do herói.


CURIOSIDADES:

* Nunca vou entender aqueles novos poderes mostrados nesse filme, como telecinese e poderes psíquicos. Também não entendo aquela história da transformação das roupas do herói em seu uniforme utilizadas desde o primeiro filme.
*Não foi só Richard Donner que abandonou o barco nessa continuação, Marlon Brando também não dá as caras, o que forçou os produtores a refazer as cenas do julgamento dos Kryptonianos e a mudar o personagem que aparecia ao Super na Fortaleza da Solidão.

Arquivado em: — Vladimir @ 9:21 pm

14/7/2006

SUPERMAN - O FILME (SUPERMAN)





Direção: Richard Donner.
Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton.
Elenco: Marlon Brando, Gene Hackman, Cristopher Reeve, Margot Kidder, Ned Beatty, Valerie Perrine, Glenn Ford.

Apesar de ainda nem ter nascido quando Richard Donner lançou nos cinemas a sua versão da história do Homem de Aço, tenho em “Superman, O Filme”, um dos maiores clássicos da minha infância, juntamente com a série “Indiana Jones” e “Star Wars”. Donner é responsável pelo primeiro tratamento de vergonha dado a um super-herói no cinema, e fez deste, um grande épico até hoje reverenciado por milhões.
O filme segue a maioria dos filmes do estilo no que diz respeito a sua primeira parte. Busca mostrar as origens do personagem, mandado ainda bebê, por seu pai Jor El, do moribundo planeta Krypton, que está prestes a ser destruído devido a extinção de seu sol. Ao chegar a nossa terra, o menino Kal El, recebe de seus pais adotivos, Jonathan e Martha, o nome de Clark Kent e recebe todo o tratamento e educação de uma criança comum até a morte de seu pai adotivo. Essa tragédia familiar o leva a buscar respostas para as muitas perguntas que seu passado e sua natureza única, sempre trouxeram, e acaba levando-o ao encontro de toda sua história ao ter acesso a uma impressionate reconstituição física de seu planeta natal, local conhecido como Fortaleza da Solidão. Vários anos de reclusão e treinamentos se passam até que Clark encontre-se pronto para retornar ao mundo que o adotou. O local escolhido para esse retorno, é a grande cidade de Metrópolis, onde assume a profissão de repórter em um dos maiores jornais da cidade, o Planeta Diário.
Em sua primeira aventura, além de se apresentar ao mundo e conseguir a sua aceitação, Superman tem que manter a vida de seu alter ego (como disse o personagem Bill no filme do Tarantino, Clark Kent é apenas um alter ego criado por ele, para viver com pessoas que não compreenderiam, nem aceitariam suas diferenças) separada da sua e enfrentar o que há de melhor e pior no ser humano, representado na figura do egocêntrico e megalomaníaco Lex Luthor (Hackman).




Luthor é um excêntrico vilão, que busca na especulação imobiliária, uma lucrativa forma de se tornar milionário e reconhecido pelo mundo. Para isso, ele compra uma grande quantidade de terras em desertos que circundam o Estado da Califórnia. A segunda etapa do plano, consiste em roubar bombas atômicas e explodi-las em um determinado local que levaria ao fim de toda a atual costa americana, transformando suas terras recém adquiridas em um novo litoral para o país. E logicamente, só uma pessoa pode evitar a morte de milhões de inocentes e barrar os sonhos insandecidos desse simpático vilão.
O Superman de Donner também pode ser visto como a representação máxima da idealização do americano perfeito no período de guerra fria, um homem que luta pela “paz, liberdade e pelo jeito americano de viver”, segundo palavras do próprio personagem em sua primeira entrevista para a repórter Lois Lane (Kidder). Inclusive, o excesso de patriotismo sempre foi uma característica da personagem (como o Capitão América da Editora Marvel), e nada melhor para representar uma ufanista nação do que um homem perfeito, que não mente, não fala palavrão e nem namora em pé.
Não é a toa que Cristopher Reeve se tornou um ator reverenciado mesmo fazendo tão poucos filmes importantes. Reeve encarna o último filho do planeta Kripton de forma definitiva. Criando um personagem que nos faz acreditar que o impossível pode se tornar possível. É maravilhosa a diferença que ele cria entre Clark Kent e Superman. Kent é excessivamente tímido e desajeitado, além disso, Reeve busca consegue realizar uma impressionante mudança de postura quando o interpreta, que acaba tornando-o mais baixo, além de esconder mais seu rosto, diferença que é completada por um penteado diferente, um enorme par de óculos e uma significativa alteração na forma de falar. O restante do elenco mantém o alto nível da obra, apesar de não achar Margot Kidder suficientemente bonita (não quero ser mal educado chamando-a de feia) para interpretar Lois Lane e achar que o Luthor de Hackman poderia ser um pouco mais sério, deixando o lado cômico apenas para os coadjuvantes. A presença de Marlon Brando como Jor El, é marcante do início ao fim, e com certeza deu o tom de seriedade necessária a um filme dessa natureza. Seus ensinamentos através de hologramas na Fortaleza da Solidão, são fundamentais para o desenvolvimento de Kal El e para a aceitação de sua missão na terra, a de nos proteger, principalmente de nós mesmos.



A trilha composta por John Willians dispensa comentários. O tema de Superman é um dos mais marcantes da história do cinema. Emoção e empolgação nas medidas certas. E é no roteiro, escrito a partir de uma história criada pelo escritor Mario Puzo (o mesmo do Poderoso Chefão), que se encontra a maior força do filme. Uma ótima trama, uma envolvente história de amor, com grandes atores e personagens muito bem desenvolvidos. Tudo devido a mais uma excelente condução do senhor Richard Donner.
Apesar da ingenuidade da história em alguns momentos (nada de mortos em um filme que envolve armas nucleares e poderes inimagináveis e ilimitados como os do herói) e do exagero na abordagem dos poderes do Kryptoniano, que até poderia prejudicar futuros filmes do herói (não tem como não achar estranho a limitação dos poderes do Super nos outros filmes, já que no final do primeiro ele chegou a alterar a realidade através da absurda mudança do sentido de rotação do nosso planeta – isso é que é amor), e a forma rápida de como as informação são jogadas no filme (como Luthor ter descoberto que os resíduos do planeta natal do Super seria altamente tóxico para ele, tornando-se sua única fraqueza, e inclusive chamando esses resíduos de Kryptonita como algo comum de se ver), “Superman – O filme”, é, sem dúvida, um marco do cinema de aventura e uma revolução em efeitos especiais, além de uma das melhores abordagens de um personagem de histórias em quadrinhos no cinema até os dias de hoje.


CURIOSIDADES:

* No filme, o “S” visto no uniforme do Superman é uma espécie de representação de sua familia em Krypton.
* O sol de Krypton era vermelho, enquanto o nosso sol é amarelo. É exatamente a cor do nosso astro maior que dá espantosos poderes ao nosso Herói.
* As Kryptonitas são pedaços do planeta Krypton que chegaram à Terra em forma de meteoritos. Ela é altamente tóxica para os Kryptonianos, por conter forte radiação do extinto sol vermelho do sistema solar daquele planeta.
* Antes de ter Richard Donner como diretor, os produtores do filme tentaram contratar Steven Spilberg para esse posto. Só não deu certo porque o sucesso do filme de um certo Tubarão inflacionou demais o preço do seu trabalho.

Arquivado em: — Vladimir @ 8:46 pm

2/6/2006

A PROFECIA
(THE OMEN)






Direção: Richard Donner.
Roteiro: David Seltzer.
Elenco: Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Billie Whitelaw, Harvey Stephens, Patrick Troughton.

Há vinte anos, o diretor Richard Donner, mostrando o seu característico ecletismo cinematográfico, filmou um dos maiores clássicos do gênero suspense já feitos até hoje. A história escrita por David Seltzer, parte de um dos maiores medos da cristandade, a vinda à terra do filho de satanás, o portador do número da Besta (666) e antagonista direto do filho de Deus, o próprio anticristo, descrito no apocalipse de João como o precursor do temido final dos tempos.
Em “A Profecia”, acompanhamos o drama da poderosa família Thorn. Ao perder seu tão sonhado filho após um complicado parto, Robert Thorn decide esconder a tragédia da mulher e adotar uma desconhecida criança que teve a mãe morta durante seu parto. A vida da família segue tranqüilamente durante alguns anos, até estranhos e assustadores acontecimentos terem início. Sinais começam a surgir e uma série de desgraças atingem as pessoas que de alguma forma possam prejudicar Damien. Para evitar que esse mal cresça, Robert Thorn tem que aceitar que seu pequeno filho é alguma espécie de manifestação maligna e descobrir todos os segredos por trás de seu nascimento.
Sem dúvida alguma, “A Profecia” é um dos melhores exemplares do gênero, se mantendo lado a lado a filmes como “O Exorcista” e “Poltergeist, o Fenômeno”. Com personagens fortes e muito bem escritos (ainda hoje a Babá de Damien me causa calafrios, sem falar naqueles malditos rotweilers, cachorros de satã!), cenas de tirar o fôlego embaladas por um clima realmente assustador de fim do mundo.
A atuação do elenco é com certeza, juntamente com a perfeita direção de Donner e o intenso roteiro de Seltzer (que por incrível que pareça, também é o (i)responsável pelo maldito Segredo da Libélula) um dos maiores destaques do filme. Gregory Peck dá um verdadeiro show como o atormentado Robert Thorn, rico e respeitado embaixador amerinano na Inglaterra que tem sua vida virada do avesso ao se envolver em uma inacreditável trama envolvendo forças incompreensíveis. E o mais interessante, á a dúvida deixada por Donner. Seria tudo, realmente, a manifestação de forças incompreensíveis, ou graves sinais de psicose, de um homem manobrado psicologicamente por uma série de fanáticos que comprovam suas teorias em fatos realmente ocasionados por tristes e perversas coincidências? Seria Damien a real encarnação do mal, ou apenas uma criança manipulada por um triste destino?




Tire suas conclusões vendo (ou revendo) essa pequena obra prima, ou arriscando nesse pouco comentado remake que tem estréia mundial no sugestivo dia 06/06/06 (e que, com certeza, terá a crítica publicada aqui).

OBS: É uma grande tristeza ver Richard Donner, que já dirigiu filmes como “A Profecia”, “Feitiço de Áquila”, “Goonies”, “Máquina Mortífera” e “Superman, o filme”, se perdendo em projetos ridículos como o não tão recente “Linha do Tempo”.

OBS2: Essa crítica é uma homenagem ao meu grande amigo e fã de filmes de terror, Danilo Almeida.

Arquivado em: — Vladimir @ 3:23 pm

17/2/2006

ANIVERSÁRIO DE 2 ANOS DO
NEM TODOS SÂO ARTE




Há 2 anos, ainda no provedor da UOL, criei o Nem Todos São Arte. Com a matéria prima existente, ele tem tudo para durar ainda por muito tempo. Obrigado a todos os amigos blogueiros pelas visitas, comentários e principalmente atenção. Temos uma média de 100 visitantes por dia, perto de 10.000 por mês e esse é o principal motivo para eu continuar escrevendo.
Um abraço a todos e vamos firmes ao terceiro ano!!
Taí o meu presente de aniversário para vocês…


ROBERTO CARLOS
E O DIAMANTE COR DE ROSA



Direção: Roberto Farias.
Roteiro: Berilo Faccio.
Elenco: Roberto Carlos, Wanderléia, Erasmo Carlos, José Lewgoy, Paulo Porto, Marly de Fátima.

Se aproveitando da lenda que a pedra da gávea no Rio de Janeiro seria na verdade um túmulo de um rei fenício e o local onde estaria escondido um enorme tesouro deixado por aquela antiga civilização, Roberto Farias e Berilo Faccio cria o mais famoso filme estrelado por Roberto Carlos: “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa”.
Estrelado por Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléia no auge da jovem guarda, o filme é uma espécie de precursor dos filmes da Xuxa, já que a intenção na verdade, é criar apenas um filme para fãs, com uma porção de músicas que não tem nada a ver com a “história” do filme, mostrando que uma das vertentes do cinema nacional (a que infelizmente vende mais), ligada a TV ou a música, vem sempre se repetindo, mudando apenas os seus ocasionais protagonistas.
Cada um dos três atores desempenham uma “importante” função dentro da trama. Roberto Carlos é o mais inteligente, especialista em História Antiga e mentor do grupo (e mais famoso, claro). Roberto também é dono dos melhores diálogos como: “Será que o Karatê de São Paulo vai funcionar aqui bixo?” – frase solta no Japão antes de uma briga, onde seria muito mais vantajoso ele tirar a perna e meter a pêa nos vilões. Outra frase sensacional é dita por um gênio (que fala como índio: “Gênio amigo, homem branco mal”) que aparece no filme pra ajudar nossos heróis. Depois de ser chamado de Eugênio ele diz: “muita gente ficou sem cabeça por me chamar de Eugênio”, sensacional não? Já Erasmo Carlos é o grandão, bestão, burrão, fortão e Wanderléia é a mocinha chatinha em perigo.




Além de tudo, existe uma semelhança bem tosca com a série da Pantera Cor de Rosa (começando pelo título do filme), onde o vilão passa o filme perseguindo os heróis e é a cara do Inspetor Closeau de Peter Sellers.
O filme é uma vitrine de gírias terríveis, como “é uma brasa mora” e “bixo”, o que me fazem muito feliz por não ter vivido aquela época. O figurino é ainda pior que as gírias. Medalhões do tamanho de placas de trânsito e roupas que só fizeram a alegria de Sidney Magal e fariam vergonha até aos falecidos Mamonas Assassinas. Pra completar, os números musicais fogem completamente do contexto do filme, deixando tudo ainda mais confuso.
Recomendado para quem quiser conhecer uma pérola rara dentro dos piores filmes já produzido em todos os tempos no nosso Brasil Varonil (um crassicaçu). Mas com certeza, trata-se do famoso ruim que diverte, pois é impossível não cair na gargalhada a cada cena, situação e diálogo proferido pelos personagens durante todo o filme.

Arquivado em: — Vladimir @ 1:03 pm

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