Arquivo da Categoria ‘CLÁSSICOS E CRÁSSICUS’

LABIRINTO – A MAGIA DO TEMPO
(LABIRINTH)

quinta-feira, 26 de maio de 2005



Direção: Jim Henson.
Roteiro: Jim Henson, Dennis Lee.
Produção: George Lucas.
Elenco: David Bowie, Jennifer Connelly, Toby Froud, Shari Weiser.

Vi esse filme pela primeira vez nos cinemas. Devem fazer cerca de 20 anos, ou quase isso. Depois vi algumas vezes em vídeo e posteriormente na TV. O interessante é que lembro perfeitamente da primeira vez que vi, mas não lembro de jeito nenhum a última. Várias coisas nesse filme ficaram marcadas na minha memória, sendo as principais a gama de engraçadíssimos personagens, as músicas compostas e interpretadas por David Bowie, que interpreta Jareth, o Mago Rei dos Duendes e principalmente a beleza angelical de Jennifer Connely, que já naquela época me levava aos suspiros a cada vez que aparecia na tela Impressionante como ela é linda e atualmente (até que enfim) vem fazendo uma série de bons trabalhos no cinema.
Em uma de minhas garimpadas nas locadoras próximas da minha casa, acabei redescobrindo esse maravilhoso filme. Confesso que fiquei bastante receoso em alugá-lo, pois tinha medo de que o filme não me agradasse como eu queria (mais ou menos como um resgate de uma inocência perdida) e acabasse quebrando um pouco da magia das primeiras exibições na minha infância. Felizmente isso passou foi longe de acontecer. Mas vamos ao filme em si.
Sarah (J. Connely), é uma adolescente sonhadora, fã de livros de fantasia. Filha de pais separados. Morando com o pai, a madastra e o irmão fruto desse casamento, ela utiliza suas histórias como uma forma de fuga do mundo em que vive, uma forma de direcionar e apaziguar suas raivas e frustrações. Certa noite, após ser forçada a ficar em casa tomando conta de seu irmão, ela acaba recitando trechos de um de seus livros pedindo para que o bebê fosse levado por duendes. Mal sabia ela que tudo se tornaria realidade e para ter de voltar seu irmão, ela teria que enfrentar um perigoso labirinto, encontrando estranhas criaturas, até chegar a cidade dos duendes e finalmente confrontar o perigoso mago Jareth (Bowie), que deseja transformar o bebê em um de seus duendes e ainda conquistá-la. Em alguns momentos, Sarah não sabe se o que está vivendo é real ou fruto da imaginação. E é interessante no final do filme, vermos juntos com Sarah que a magia deveria estar mais presente em nossas vidas. Seu pedido às criaturas é uma grande prova disso, já que em determinado momento da vida (quando nos tornamos adultos), somos obrigados a esquecer das brincadeiras e dos mundos imaginários em que viviamos, e isso acaba tornando nossas vidas amargas e sem emoções.
O filme é visualmente maravilhoso. Um show dos estudios de George Lucas (a produção do filme é dele), logo após a trilogia clássica de Star Wars. E não tem como não comparar o mundo do Labirinto com a saga de Luke Skywalker. Diversas e estranhas criaturas são mostradas durante todo o filme, o que lembra bastante os inúmeros alienígenas da saga intergaláctica. Imperdíveis e na minha opinião insubstituíveis, a maquiagem das criaturas, todas elas de borracha (como o Yoda original). Os atores de carne e osso (Connely e Bowie), são apenas coadjuvantes das verdadeiras estrelas do filme, as criaturas (principalmente Ludo, Didymus, Huggle e os duendes).


Podem ter certeza que boa parte da magia desse filme se encontra nos bonecos (quem já assistiu sabe muito bem o que estou dizendo). Um filme imperdível, principalmente para a geração que viveu os anos 80, antes do surto de informatização do cinema. Um tempo em que uma boa história, excelentes músicas e criatividade eram os únicos requisitos para se contar um bom filme.

PS: Há muito tempo os filmes da Xuxa copiam boas idéias (e as ruins também) de outros filmes. No clássico Thrash “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”, o filme de Henson é descaradamente plagiado, pois Xuxa para chegar no seu objetivo, deve atravessar um Labirinto, cheio de perigos e aventuras, encontrando criaturas estranhas…..
PS 2: Músicas cantadas por Bowie no filme, para quem se interessar em buscá-las pela Internet (vale a pena, mas acredito que não seja tão fácil): Underground, Dance Magic, Chilly Down, Within You e As The World Falls Down.

O CARTEIRO E O POETA
(IL POSTINO)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005





Direção: Michael Radford
Roteiro: Anna Pavignano, Michael Radford, Furio Scarpelli, Giacomo Scarpelli e Massimo Troisi, baseado em livro de Antonio Skármeta
Elenco: Massimo Troisi, Philippe Noiret. Maria Grazia Cucinotta, Renato Scarpa,
Linda Moretti, Mariano Rigillo, Anna Bonaiuto.

Que filmaço!!! Com certeza uma das melhores produções já realizadas no velho continente (opinião pessoal). Esse é um daqueles filmes, que vejo inúmeras vezes sem cansar e sempre com vontade de ver mais.
Além da linda história da amizade de um homem mais do que comum com um super ídolo literário em uma pequena e atrasada ilha onde quase ninguém sabe ler, a delicadeza de todos os personagens, principalmente o carteiro Mário (Massimo), são fatores que nos deixam completamente maravilhados e conscientes de que não é nem um pouco fácil fazer cinema de qualidade. A linda música e a magnífica fotografia do filme, bastante facilitada pelas belíssimas paisagens das locações do filme, também são grandes destaques nesse filme. O recorte histórico ao qual se passa a história também é bastante interessante, já que se tratava de um período de grande intolerância política e de invenções de inimigos, mesmo em locais onde isso, dificilmente ocorreria.
Fica aqui a homenagem ao excelente ator Massimo Troisi, que faleceu pouco após as filmagens e infelizmente não desfrutou do mais do que merecido sucesso de crítica e público que teve o seu tão batalhado filme.
Um dos melhores filmes já feitos, um clássico de apenas 11 anos!!!

PS: Para quem interessar, o LITERATURA FANTÁSTICA recebeu atualização. É só clicar aí no nome do Blog.

CLÁSSICOS E CRÁSSICUS
2010
O ANO EM QUE FAREMOS CONTATO
(2010)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005





Direção: Peter Hyams.
Roteiro: Peter Hyams, baseado em livro de Arthur C. Clarke.
Elenco: Roy Scheider, John Lithgow, Helen Mirren, Bob Balaban.

Depois de ver “2001 uma odisséia no espaço”, fiquei muito curioso para ver essa continuação e saber que diabo era aquele monólito que centralizava toda a atenção da história. Mesmo depois de horas abstraindo o que aquilo seria, queria ver também o que nunca deveria ser visto, ou seja, a resposta desse instigante mistério segundo o próprio autor da história, Arthur C. Clarke (Os dois filmes são baseados em seus livros).
Nessa continuação, em 2010, a Terra está à beira de uma guerra nuclear entre E.U.A. e U.R.S.S., mesmo assim uma missão composta por astronautas das duas nações, é enviada a Júpiter para saber o que houve com a Discovery, a deriva no espaço desde 2001. Para isso seria necessário religar o computador Hall e chegar perto do enorme monólito que apareceu na órbita daquele planeta.
Mas enquanto Kubrick fez uma maravilhosa viagem em busca de respostas para as maiores perguntas já feitas pelo homem, sem em nenhum momento apresentar essas respostas, deixando livre para quem estivesse assistindo tirar suas próprias conclusões, Peter Hyams acaba com tudo isso aqui em seu filme, dando um monte de respostas sem graça e que diminuem e muito o mistério do monólito. Além disso o filme nos dá uma mostra explícita de quão explorada foi a Guerra Fria pelo cinema americano.
No final das contas, 2010 acaba sendo apenas o filme que nunca deveria ter sido feito, mas que felizmente não estragam o que já havia sido feito, primeiro por sua mediocridade e segundo por sua relativa obscuridade.

CLÁSSICOS E CRÁSSICUS 2
O FANTASMA DO PARAÍSO
(PHANTOM OF THE PARADISE)

sábado, 11 de dezembro de 2004





Direção: Brian De Palma
Roteiro: Brian De Palma
Elenco: Paul Williams, William Finley, Jessica Harper, George Memmoli, Gerrit Graham.

Por pura preguiça minha de escrever a sinopse do filme com minhas palavras, vai aí a cópia da feita no ótimo site Adoro Cinema : Swan (Paul Williams) é um famoso produtor de discos, que rouba de Winslow Leach (William Finley), um desconhecido compositor, uma cantata que retrata a trajetória de Fausto, o lendário mago, que vendeu sua alma ao diabo. Winslow tenta protestar, mas acaba sendo incriminado por Swan e é condenado à prisão perpétua como traficante, sendo enviado para Sing Sing. Enquanto Swan planeja usar a música roubada para inaugurar o “Paraíso”, uma nova casa de espetáculos que está planejada para ser o novo templo do rock, Winslow consegue fugir da prisão. Ele pretende se vingar de Swan, mas sofre um terrível acidente em uma prensa de disco, que deixa seu rosto desfigurado. Perseguido por um guarda, Winslow acaba caindo em um rio, sendo dado como morto. Porém alguns acidentes começam a acontecer quando Swan está prestes a inaugurar o “Paraíso”.
Muita gente vai perguntar de onde eu desenterrei esse filme, outros já podem até tê-lo visto, mas a verdade é que até bem pouco tempo eu nunca nem tinha ouvido falar dessa pequena pérola. Em uma de minhas visitas ocasionais a minha locadora preferida, achei essa preciosidade em uma prateleira de VHS que são dados como brindes aos seus clientes. Como eu tinha pego o número determinado de DVDS para ganhar uma das fitas, acabei levando essa para casa. E que sorte eu tive. O filme é ótimo, uma Ópera Rock de comédia/suspense muito divertida, com músicas muito legais e que em nenhum momento quebram o ritmo do filme. Com certeza é um dos melhores filmes que vi do De Palma, que misturou muito bem em seu roteiro as clássicas histórias do Fausto de Goethe e do Fantasma da Ópera.
Deve ser um filme difícil de se achar, mas quem conseguir encontrar não pode perder a oportunidade e deve ver sem demora, pois trata-se de uma excelente diversão.

CLÁSSICOS E CRÁSSICUS 1

sábado, 4 de dezembro de 2004

Essa é uma coluna que eu queria fazer desde a publicação dos filmes do Drácula com o Cristopher Lee. Agora a concretizo publicando críticas de mais dois clássicos da Hammer (indústria responsável pelos melhores e piores filmes de terror da década de 60).
Nessa sessão publicarei tanto filmes que eu gostei, como os que não gostei. Como vou colocar aqui apenas filmes mais antigos, amados por uns e odiados por outros, não vou colocar nenhum tipo de nota. Lembrem-se de uma coisa muito importante, ser velho e considerado clássico por alguns não torna necessariamente um filme bom. Existem uns que na minha opinião, são ruins independente da idade.
E agora, sem mais delongas, divirtam-se:




CARMILLA – A VAMPIRA DE KARNSTEIN
(CARMILLA)



Direção: Roy Ward Baker
Roteiro: Tudor Gates
Elenco: Ingrid Pitt, George Cole e Peter Cushing.

Os Karnstein são uma terrível família de vampiros que de vez em quando voltam do mundo dos mortos pra fazer uma série de assassinatos terríveis em um pequeno povoado. Carmilla seria a única vampira que conseguiu escapar depois de todos os outros terem sido destruídos por um jovem Barão (ou qualquer coisa do tipo) que havia perdido entes queridos por causa dos Karnstein.
Mas o espírito dessa maléfica e insaciável bruxa sugadora de sangue reencarna em outro corpo trazendo mais uma vez a calamidade para o povo da região. Tudo isso com a ajuda de uma misteriosa mulher e do mesmo ajudante do Bento Carnero, o Vampiro brasileiro, Calunga (Só falta a caveira pra ficar igual).
Como todos os filmes de vampiro feitos nessa época, sempre existe alguém ou alguns que descobrem tudo e no final conseguem destruir o monstro do filme.
Mas sabe o que é mais legal nessa série da Carmilla??? Essa personagem tem grandes tendências homossexuais. Ela prefere o sangue de jovens donzelas e nesse filme fica claro que ela acaba tendo (ou pelo menos bateu na trave) relações sexuais com outra personagem. Imagino o alvoroço que deve ter sido na época que foi feito.




LUXÚRIA DE VAMPIROS
A REENCARNAÇÃO DE CARMILLA KARNSTEIN

(LUST FOR A VAMPIRE)


Direção: Jimmy Sangster

Roteiro: Tudor Gates

Elenco: Ralph Bates, Bárbara Jefford, Suzana Leigh.

Se o primeiro já era mais ou menos fraco, esse aqui é ainda MUITO pior. Nesse, Carmilla volta a “vida” depois de um ritual satânico realizado por uma mulher e por um bruxo, após ter o sangue de uma jovem derramado sobre o seu semidestruído corpo.

Depois de acordar, o bruxo e a mulher, que basicamente fazem o mesmo papel do Calunga e da mulher do outro filme, levam Carmilla até um internato feminino, onde ela saciaria a sua eterna sede de sangue feminino.

As vítimas começam a aparecer, até o povo da vila que já conhecia e acreditava em todas as lendas dos Karnstein irem até o castelo (nos dois filmes Carmilla se refugia no Castelo) e sapecarem fogo em tudo.

Esse filme parece ter sido feito bem depois do primeiro. Como a série é uma trilogia e no filme não possuía a referência de qual da série ele era, eu fiquei sem saber se esse seria o segundo ou o último. Confesso que fiquei muito curioso em ver o outro filme.