Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


25/2/2007

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE OS CANDIDATOS A MELHOR FILME NO OSCAR 2007

BABEL

Dos 5 filmes, impressionantemente (pelo menos para mim, que sou fã dos trabalhos anteriores do diretor mexicano), esse foi o que gostei menos. O intricado quebra cabeças multi-lingüístico e cultural que é “Babel”, até que possui um ótimo elenco, uma boa história, e claro, um excelente diretor. Mesmo assim ainda passa a sensação de que falta alguma coisa e que tudo poderia ser muito melhor. Ou será que o já conhecido estilo do diretor Alejandro González Iñárritu, já não surpreende mais? Acredito que existiam filmes bem melhores que esse, como o próprio “Vôo United 93”, lembrado na categoria Direção e esquecido na categoria Filme.

A RAINHA

Surpreendente filme do grande Stephen Frears sobre os tensos momentos posteriores à trágica morte de Diana, ex-princesa de Gales. Frears conta com leveza e sem preconceitos o estardalhaço causado pela mídia após o acontecido, o que levou a um forte questionamento da população inglesa sobre próprio sentido de manutenção do secular sistema monárquico britânico nos dias de hoje. Uma tensão que uniu a Rainha Elizabeth com o primeiro ministro britânico recém eleito, Tony Blair. “A Rainha” é uma desapegada mostra do choque de tradição e modernidade em um dos sistemas políticos mais antigos e respeitados do mundo. Excelentes atuações e uma ótima direção são os maiores atrativos desse filme.

PEQUENA MISS SUNSHINE

Sem dúvida umas das maiores surpresas do ano. A academia parece que vem, desde que indicou o ótimo “Sideways”, reservando uma vaguinha entre os principais indicados para um filme independente. Se acertaram no filme estrelado por Paul Giamatti, aqui eles foram ainda mais felizes. “Little Miss Sunshine” é sem sombra de dúvida um dos melhores filmes feitos no ultimo ano. Em uma história com trejeitos de simples, encontramos uma cativante e perfeita representação das diferenças no mundo capitalista (leia individualista, competitivo e excludente) pós-moderno estampada nos ótimos personagens. O filme também nos dá de presente a linda e talentosa Abigail Breslin, além de colocar o ótimo comediante Steven Carrel, no mesmo hall de Tom Hanks, e principalmente, Jim Carrey e Paul Giamatti (comediantes que mostram ter muito mais atrativos artísticos do que aparentam).

CARTAS DE IWO JIMA

Se tem um diretor que, na minha opinião, pode estragar esse ano, e na segunda vez consecutiva, a oportunidade do Mestre Scorcese levar a sua tão merecida estatueta do Oscar, é esse genial Clint Eastwood. De ator de westerns e filmes de ação, Mr Eastwood se tornou simplesmente um dos maiores diretores de Hollywood. Se até hoje não concordo com sua vitória em “Menina de Ouro”, dessa vez aceitaria e bateria palmas caso ele levasse o prêmio máximo com esse seu maravilhoso filme sobre o ponto de vista japonês do maior conflito armado já visto nesse planeta. Sensibilidade e ausência de maniqueísmos, fazem de “Cartas de Iwo Jima” o melhor filme do implacável “Dirty Harry” e um dos melhores filmes do gênero já realizados até hoje.

OS INFILTRADOS

Escorcese, comandando um magnífico elenco encabeçado pelo genial e insano Jack Nicholson, em uma trama que é a sua maior especialidade, não poderia dar em outra coisa. “Os Infiltrados” mostra sem dó e piedade porque o baixinho descendente de italianos é “o cara” quando se trata de filmes com temáticas violentas urbanas entre facções opostas, aqui representadas pela Máfia e Polícia de Boston. Um magnífico labirinto de espionagem e contra espionagem. Para ler a critica do filme no NTSA, é só clicar aqui .

ESQUECIDOS, ABANDONADOS OU INJUSTIÇADOS

Além de “Vôo United 93” de Paul Greengrass não ter sido indicado, outros filmes que na minha opinião foram esquecidos e que poderiam estar nessa lista, inclusive substituindo alguns dos filmes presentes, são, o excelente “Pecados Íntimos” (o chute nos testículos na absurda hipocrisia humana, em especial a presente nos E.U.A.) e o magnífico “Filhos da Esperança”, o qual pretendo comentar aqui em outra ocasião.

Arquivado em: — Vladimir @ 10:42 pm

17/2/2006

ANIVERSÁRIO DE 2 ANOS DO
NEM TODOS SÂO ARTE




Há 2 anos, ainda no provedor da UOL, criei o Nem Todos São Arte. Com a matéria prima existente, ele tem tudo para durar ainda por muito tempo. Obrigado a todos os amigos blogueiros pelas visitas, comentários e principalmente atenção. Temos uma média de 100 visitantes por dia, perto de 10.000 por mês e esse é o principal motivo para eu continuar escrevendo.
Um abraço a todos e vamos firmes ao terceiro ano!!
Taí o meu presente de aniversário para vocês…


ROBERTO CARLOS
E O DIAMANTE COR DE ROSA



Direção: Roberto Farias.
Roteiro: Berilo Faccio.
Elenco: Roberto Carlos, Wanderléia, Erasmo Carlos, José Lewgoy, Paulo Porto, Marly de Fátima.

Se aproveitando da lenda que a pedra da gávea no Rio de Janeiro seria na verdade um túmulo de um rei fenício e o local onde estaria escondido um enorme tesouro deixado por aquela antiga civilização, Roberto Farias e Berilo Faccio cria o mais famoso filme estrelado por Roberto Carlos: “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa”.
Estrelado por Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléia no auge da jovem guarda, o filme é uma espécie de precursor dos filmes da Xuxa, já que a intenção na verdade, é criar apenas um filme para fãs, com uma porção de músicas que não tem nada a ver com a “história” do filme, mostrando que uma das vertentes do cinema nacional (a que infelizmente vende mais), ligada a TV ou a música, vem sempre se repetindo, mudando apenas os seus ocasionais protagonistas.
Cada um dos três atores desempenham uma “importante” função dentro da trama. Roberto Carlos é o mais inteligente, especialista em História Antiga e mentor do grupo (e mais famoso, claro). Roberto também é dono dos melhores diálogos como: “Será que o Karatê de São Paulo vai funcionar aqui bixo?” – frase solta no Japão antes de uma briga, onde seria muito mais vantajoso ele tirar a perna e meter a pêa nos vilões. Outra frase sensacional é dita por um gênio (que fala como índio: “Gênio amigo, homem branco mal”) que aparece no filme pra ajudar nossos heróis. Depois de ser chamado de Eugênio ele diz: “muita gente ficou sem cabeça por me chamar de Eugênio”, sensacional não? Já Erasmo Carlos é o grandão, bestão, burrão, fortão e Wanderléia é a mocinha chatinha em perigo.




Além de tudo, existe uma semelhança bem tosca com a série da Pantera Cor de Rosa (começando pelo título do filme), onde o vilão passa o filme perseguindo os heróis e é a cara do Inspetor Closeau de Peter Sellers.
O filme é uma vitrine de gírias terríveis, como “é uma brasa mora” e “bixo”, o que me fazem muito feliz por não ter vivido aquela época. O figurino é ainda pior que as gírias. Medalhões do tamanho de placas de trânsito e roupas que só fizeram a alegria de Sidney Magal e fariam vergonha até aos falecidos Mamonas Assassinas. Pra completar, os números musicais fogem completamente do contexto do filme, deixando tudo ainda mais confuso.
Recomendado para quem quiser conhecer uma pérola rara dentro dos piores filmes já produzido em todos os tempos no nosso Brasil Varonil (um crassicaçu). Mas com certeza, trata-se do famoso ruim que diverte, pois é impossível não cair na gargalhada a cada cena, situação e diálogo proferido pelos personagens durante todo o filme.

Arquivado em: — Vladimir @ 1:03 pm

10/8/2005

NTSA NEWS


CHAMADO 3


Realmente, o que o dinheiro não faz? A Dreamworks já está trabalhando em mais uma continuação para o filme “O Chamado” (agora, com despesas reduzidas). Não contente com a barbaridade da primeira seqüência, o estúdio se prepara para fazer pior. E apesar de parecer impossível, o filme pode ainda ficar pior, já que Naomi Watts não deve participar dele. Se no segundo filme tivemos um “terRIRvel e assustador” ataque de viadinhos psicopatas, imaginem o que teremos no próximo….


HOMENS DE PRETO 3


Pode até ser interessante, se mantiver o elenco principal, tiver um bom roteiro e uma boa direção, com certeza pode vir a ser um divertidíssimo filme. E com o Guia do Mochileiro das Galáxias por aí, nada melhor do que aproveitar o momento.


SAÍDA DE MESTRE 2


Depois de um primeiro filme um pouquinho (nada demais, quase nada) divertido, Hollywood pensa em dar-lhe uma segunda parte. Então como será uma “continuação” (entre aspas pois deve ser baseada em um roteiro já pronto e que não tinha nada a ver com esses personagens, então, “brilhantemente”, o estúdio decidiu apenas pegar umas caras já conhecidas de outro filme e misturar com esse roteiro. Já pensaram, se isso pega? Quem sabe o 3 conta com Danny Ocean e sua turma?)? Ainda mais que provavelmente a continuação não terá Ed Norton (que foi obrigado a fazer o primeiro por ter contrato com o estúdio), sendo sustentada apenas pelo fraco “Mark Mark and the Funky Bunch” (Mark Whalberg) e a “filme sim, filme não” apagada Charlize Teron? Talvez o que nos faça ir ao cinema, seja o lugar onde a trama se passa, o Brasil (o nome do projeto deve ser “The Brazilian Job”). Poderiam até aproveitar o assalto daqui de Fortaleza (maior do Brasil em todos os tempos) e adaptar, ou pelo menos incluir na campanha de marketing.


LUCIANO SZAFIR EM HOLLYWOOD


Cacetada, o reprodutor da Xuxa fazendo um filme de terror adolescente nos E.U.A.? Caramba, essa notícia é tão bombástica quanto seria, se o Sean Connery aceitasse interpretar o pai da Xuxa na continuação do filme dela do ano passado (Xuxa e a lenda do tesouro perdido).


HIGHLANDER, A SÉRIE IMORTAL


Igualmente aos personagens, parece que a franquia dos imortais, já estragada a muito tempo, não tem fim. Quando ficamos sossegados e tranqüilos pensando que tudo havia chegado ao fim (já arrancaram até a cabeça do Connor Macleod), eis que a produtora que possui os direitos da série decide começar tudo de novo. Então, chamam o ator Adrian Paul (Duncan, primo de Connor na série), chamam um diretor que tem no currículo um único filme, O HOMEM-COISA (Brett Leonard) e tchã nã nã nã!!! Quando alguém vai cortar a cabeça dessa franquia e acabar definitivamente com tudo? Será que a paciência também dura para sempre?


VIN DIESEL SALVANDO O MUNDO DE NOVO?
É BRINCADEIRA!!!



Por enquanto ele está apenas cotado a fazer o filme “The Retriever”, onde ele deverá salvar o mundo mais uma vez, no último minuto, devendo desarmar uma bomba atômica na antiga União Soviética, transar com uma mulher gostosa, fazer cara de mal, pose de herói, soltar piadas idiotas e coisas do tipo. Só nos resta torcer mesmo para que isso seja apenas mais um boato de Internet. :/

Arquivado em: — Vladimir @ 1:47 pm

17/7/2005

ESPECIAL: SESSÃO HUMOR NEGRO
TODO MUNDO QUASE MORTO
(SHAUN OF THE DEAD)





Direção: Edgar Wright.
Roteiro: Simon Pegg, Edgar Wright.
Elenco: Simon Pegg, Kate Ashfield, Nick Frost, Dylan Moran, Lucy Davis, Penelope Wilton, Bill Nighy, Peter Serafinowicz, Jessica Stevenson, Mark Donovan.

Um dos melhores filmes de Humor Negro que vi até hoje e um dos filmes mais legais que vi esse ano. Todo Mundo Quase Morto (tradução ridícula para Shaun of the Dead), é uma sátira aos excelentes filmes de Zumbi do George Romero.
Shaun é um solitário e fracassado ser humano que acaba de perder a namorada por não conseguir se livrar de seu inconveniente e folgado melhor amigo, Ed. Além disso, Shaun não é levado a sério por ninguém, desde os companheiros de trabalho, até seus próprios pais (mãe e padrasto) e namorada. Então, em um desses dias que tudo de ruim acontece, onde só falta um vírus atacar a população e transformar a todos em mortos vivos comedores de carne humana, incrivelmente, de uma hora para outra, o que era ruim fica ainda pior, e um vírus começa a transformar os londrinos em zumbis comedores de carne humana e Shaun, acaba liderando um grupo de sobreviventes (onde a maioria NÃO confia nele), em busca de um abrigo seguro.
Esse filme deveria ter sido lançado juntamente com Madrugada dos Mortos, mas devido à semelhança com o mesmo, acabou ficando na geladeira por algum tempo. Uma das justificativas também, seria a que esse filme seria uma sátira direta ao filme do Zack Snyder, o que é um engano, já que as piadas aqui são todas relacionadas diretamente em torno da mitologia criada pelo Mestre George Romero. As piadas são feitas em cima dos muitos clichês existentes em filmes do gênero, como a movimentação lenta dos zumbis, o pequeno grupo que vai sendo aos poucos dizimado pelos mortos vivos e em que cada indivíduo possue uma função comum (o gente boa que se torna líder do grupo e seu par romântico, o idiota, o arrogante que odeia o líder, a vadia e os completamente descartáveis) e como aos poucos o desespero do confinamento vai destruindo-os um a um.



Mais um exemplar do refinado e excelente humor inglês, dessa vez com pitadas de terror e aventura.
O filme se tornou um cult desde que foi lançado, com excelente bilheteria mundo a fora, escolhido como um dos melhores filmes do ano na Inglaterra, e até virou revista em quadrinhos nos Estados Unidos.
Um filme para se ver e rever, rir e rir. Indispensável para os fãs do estilo.

PS: O pontapé inicial para uma tentativa de criação de uma homenagem ao mestre George Romero.

Arquivado em: — Vladimir @ 8:53 pm

29/6/2005

ESPECIAL: SESSÃO HUMOR NEGRO
A MÃO ASSASSINA
(IDLE HANDS)






Direção: Rodman Flender.
Roteiro: Terri Hughes e Ron Milbauer.
Elenco: Devon Sawa, Seth Green, Elden Henson, Jessica Alba, Christopher Hart, Vivica A. Fox.

Um filme que provavelmente renderá boas risadas a quem gosta de filmes de humor negro. Serve também como uma espécie de paródia a os inúmeros filmes de terror adolescente pós-pânico. Mas diferentemente de filmes como Todo Mundo em Pânico e Hysteria que realizava suas piadas em cima de passagens de filmes do gênero, A Mão Assassina aposta em um roteiro QUASE original (já que essa idéia da mão possuída já é bem conhecida).
Na manhã do dia das bruxas, o preguiçoso, maconheiro e vagabundo Anton Tobias (Sawa) acorda e descobre os seus pais mortos. Anton busca a ajuda de seus amigos Mick (Seth Green) e Pnub (Elden Henson), e aos poucos vai descobrindo que ele, forçado por sua mão que está possuída, foi o responsável pela morte dos pais e de mais uma série de crimes violentos. Então, além de tentar dar um fim na maldição e evitar mais mortes, Anton ainda tem que levar sua vizinha (Jéssica Alba) e paixão ao baile e evitar que ela também se torne uma vítima da sua maldição. Além de todos esses problemas, ele tem o tempo contado para se livrar do demônio, pois caso não consiga será morto e terá sua alma condenada ao inferno. É mole?
Enquanto isso, vemos a busca da druida Debi (a gata Vivica Fox), que advinda de uma casta de guerreiros feiticeiros, busca incansavelmente terminar com a maldição da mão endemoniada que possui sempre as pessoas mais imprestáveis, vagabundas e preguiçosas que existem.
É engraçadíssima a cena do baile, onde a banda que se apresenta é nada mais nada menos que o Offspring, tocando músicas do Ramones. A cena do ataque da mão a banda é uma das mais engraçadas de todo o filme.
Recomendado para quem gosta de filmes de humor negro.

PS: Atenção para a Jessica Alba, que interpretará nos cinemas a patroa (mulher de Reed Richards ) do Quarteto Fantástico, Sue Storm (em relação ao elenco e antes de ver o filme, a escalação de Alba para esse papel foi, na minha opinião, o primeiro erro grotesco da direção de Tim Story, já que Alba é nova demais para interpretar Sue). Mas antes de qualquer coisa, temos que ver como será a história do filme em si.

Arquivado em: — Vladimir @ 12:37 am

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